domingo, 13 de novembro de 2011

Auto-Retrato

“Foi identificado o buraco na camada de ozônio.”/ Tancredo Neves é eleito,de forma indireta,presidente do Brasil.Porém,morre antes de assumir o cargo.Assume o vice-presidente José Sarney.Fim da ditadura militar.”/ “O grupo musical Menudo faz turnê no Brasil.”
Eram essas algumas das manchetes dos jornais. Mas não deu manchete um dos acontecimentos mais lindos,mais marcantes,senão o mais importante e sublime:o nascimento de uma criança.Bem, era pra ser assim.Mas nascem milhares de crianças todos os dias há milhões de anos.Então,em vista desse pequeno detalhe,anonimamente,no dia 31 de agosto de 1985,numa cidadezinha pernambucana bonitinha chamada Carpina,aos gritos,chegou ao mundo mais uma  menininha branquela. Nesse mundo troncho porém  mais bonito que injusto.Ou se não me engano é o contrário... Enfim,chegara eu,que em meio ao balançar de braços,olhos e pernas sem coordenação,em pouco iria descobrir  como um anjo ingênuo,o tipo de mundo em que acharam de me despachar.
Pois quando ainda nem sabia que era gente,me levaram de vez para uma cidadezinha pernambucana bonitinha chamada Vitória de Santo Antão.Que estava há cerca de 9 anos de luto pela morte do ilustre escritor Osman Lins.
Minha mãe era loira de farmácia e provavelmente estava escutando bastante “Like a Virgin” de  Madonna.Porque nessa época,estava no topo das paradas. E tinha uma postura e um visual punk,apesar de não saber o que era isso.Já a minha avó -a figura mais marcante dos fantásticos fatos verídicos que irei narrar- tinha cara de avó mesmo.E meu pai...Bom,vamos fingir que eu nasci pelo processo de bipartição.E esqueçam que esse tipo de nascimento faz do novo indivíduo exatamente igual ao organismo que o gerou.Assim vamos poder aceitar que eu não seja tão parecida assim com minha mãe.
Então,prosseguindo,eram  na verdade minha avó,minha mãe,meu avô postiço e eu.Numa nova cidade começando uma nova vida.E o que não deu certo ficara para trás.
 É infelizmente inevitável que o nascimento de crianças,inclusive eu,não dê manchetes.Por isso,para preencher esse vazio e massagear o meu ego,resolvi publicá-la através deste blog,porque isso felizmente eu posso.
As seguintes histórias não são estórias.São fatos verídicos comicamente narrados.Divirtam-se reflexivamente :) 

Um comentário:

  1. Muito foda a sua introdução no texto, mas pra sua surpresa o Fantástico já exibiu em detalhes um nascimento de um bebe...kkkkkkk...eu me lembro como se fosse hoje, mas enfim, aguardo ansioso pela nova publicação, pois já me tornei um dos seus fãs assíduos por novos textos.

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